Barra de menu

Varando Meio México: de Yucatán a Teotihuacan

TEOTIHUACAN, PUEBLA E CAMPECHE | Viagem ao México – Parte 10


Já era final da manhã do dia 05/05/11  quando pegamos o carro e deixamos para trás o sítio arqueológico de Uxmal, rumando em direção à zona costeira do Golfo do México, ainda na Península de Yucatán. Nosso destino agora era a cidade de Campeche, que apesar do tamanho modesto, possui notável valor histórico no contexto do país. A cidade foi fundada em 1540 quando navios espanhóis aportaram nestas terras, que por sinal já eram ocupadas pelos Maias desde 900 D.C. Campeche acabou se tornando peculiar pelo fato de ser a única cidade do México cercada por muralhas, parte de um sistema defensivo montado pelos espanhóis no século 17 para proteger seus domínios contra ataques de piratas.


Campeche


Foto 160 – Campeche conserva em excelente estado boa parte do seu patrimônio histórico, composto por centenas de casas e outros monumentos datados da época colonial. Chegamos à cidade por volta das 15h e depois de um breve descanso, saímos para um passeio em sua praça central e também pela avenida costeira, onde tivemos o privilégio de jantar observando o sol mergulhar no mar.

Foto 161 – Nossa estadia em Campeche limitou-se a uma tarde, portanto não tivemos a chance de explorar a cidade com mais cuidado. O lugar acabou servindo mais como ponto de descanso para a longa viagem que realizaríamos no dia seguinte.  

Foto 162 – Uma das ruas no preguiçoso centro histórico de Campeche, na frente do lugar onde nos hospedamos. A foto foi tirada bem cedo na manhã seguinte, quando as casinhas coloridas ainda aguardavam que os primeiros raios do sol  aparecessem para reacender suas cores.

 Puebla


Pois bem, levantamos bem cedo naquela manhã, de modo que às 7h já estávamos firmes e fortes na estrada, para enfrentar um longo dia de viagem até Puebla, outra joia colonial, distante nada menos de 1.100 km de Campeche. Felizmente as estradas da região nos permitiram manter uma boa velocidade de cruzeiro, e com exceção de algumas rápidas paradas para reabastecimento ou inspeções policiais esporádicas, depois de 13 horas dirigindo sem interrupção por uma área sem maiores atrativos, chegamos inteiros ao nosso destino, já ao cair da noite.  

Foto 163 – Fundada em 1531, a nada modesta “Heroica Puebla de Zaragoza” é quarta maior cidade do México, além de figurar dentre as cinco mais importantes cidades coloniais do país. Por seu grande valor histórico e sua arquitetura refinada, acabou levando da Unesco, em 1987, o título de Patrimônio da Humanidade.

Foto 164 – Puebla e o seu Zócalo – como são chamadas as praças principais das cidades mexicanas. O lugar onde a metrópole nasceu há quase cinco séculos permanece até hoje como centro cultural e político da cidade. 

Foto 165 – A belíssima Capela do Rosário, localizada no interior da igreja de Santo Domingo. No momento da nossa visita ocorria um batizado, que acabamos parando para assistir.

Foto 166 – Almoçamos em um restaurante ali mesmo no Zócalo, em um desses prédios que ladeiam a praça principal, bem ao lado da Catedral. 

Foto 167 – E por falar nela, aí está novamente a protagonista da cidade, a Catedral de Puebla, este grandioso templo de 5 naves e  14 capelas. A torre do sino tem quase 70 metros de altura, o que faz dela a mais alta de todo o México.

 

Teotihuacan


A essa altura da viagem já estávamos novamente bem perto da capital federal, onde duas semanas antes havíamos iniciado nosso percurso de quase 4.000 km por estradas mexicanas.  Antes da devolução do carro fizemos ainda uma passagem pelo grandioso sítio arqueológico de Teotihuacan, uma das mais renomadas atrações do país.

Foto 168 – Teotihuacan foi uma importante cidade pré-colombiana localizada a 40 km de onde está hoje a cidade do México. Algumas das pirâmides encontradas aqui estão incluídas no grupo dos mais significativos monumentos da América antiga.

Foto 169 – A origem de Teotihuacan, cujo nome na língua asteca significa “o lugar de nascimento dos deuses”, é até hoje envolta em mistério. Os prédios mais antigos datam de 200 A.C. e não se sabe ao certo qual povo teria erguido a cidade, mas há um consenso de que vários grupos étnicos tenham habitado o lugar ao longo dos séculos de sua existência, o que faz de Teotihuacan uma cidade multiétnica.

Foto 170 – O layout da cidade se desenvolve a partir de um grande eixo central, com 45 metros de largura e 4 km de comprimento, conhecido como “Avenida dos Mortos”. Isso porque os Astecas, que também teriam marcado presença por aqui, julgaram que estas plataformas ladeando a avenida seriam túmulos, quando na verdade tratavam-se das bases dos templos e dos palácios que uma vez existiram no local.   

Foto 171 – Com vocês, a gigantesca Pirâmide do Sol, a maior entre todas do sítio e a terceira maior pirâmide do mundo, com seus 65 metros de altura. Seu interior nunca foi inteiramente explorado, o que nos deixa livres para imaginar quais segredos das antigas civilizações poderiam estar ocultos nas entranhas deste gigante de pedra.  

Foto 172 – Lá do alto observamos a Pirâmide da Lua, a segunda maior do sítio, que tem uma altura de 45 metros e fecha o lado norte da Avenida dos Mortos. 

Foto 173 –Teotihuacan viveu seu apogeu por volta de 450 D.C, quando os domínios da cidade chegaram a influenciar grande parte da Mesoamérica. Por outro lado, não se sabe ao certo qual teria sido a causa da sua decadência e posterior abandono. Com a queda de Teotihuacan, outras cidades que com ela mantinham relações comerciais ou culturais também entraram em declínio, como por exemplo, a antiga cidade Zapoteca de MonteAlbán, nos arredores de Oaxaca.

Foto 174 – E eis que mais uma vez a história se repete: cidades que surgem, tornam-se poderosas e subitamente encontram seu fim, deixando para trás apenas ruínas, como testemunhas do desenvolvimento e declínio de civilizações de outrora. 

Foto 175 – Teotihuacan, que um dia talvez tenha sido a maior dentre todas as cidades da América pré-colombiana, hoje se resume a um grupo de ruínas sem vida. Mas é também uma das maiores atrações arqueológicas de todo o México, não apenas pela sua grandiosidade, mas também pela importância do seu legado à cultura deste belo país.  



GOSTOU DA POSTAGEM?
Clique nos botões abaixo e contribua para a valorização deste conteúdo. Obrigado pelo apoio!

DEIXE UM COMENTÁRIO!
Suas impressões e opiniões são bem vindas. Veja a política de comentários.

Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

8 comentários :

  1. O batizado do Gael Alejandro!
    :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah sim, obrigado, estava mesmo tentando lembrar o nome. Só lembrava que era nome de galã de novela mexicana!

      Excluir
  2. Oi Robson,
    Muito obrigada por partilhar sua experiência!
    Está me auxiliando muito com o meu planejamento de férias.
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  3. Amigo vc escreve mto bem, tb sou viajante fissurada e amei o detalhado relato sobre a viagem ao mexico. Pretendo ir em dezembro com meu companheiro e ficar 1 mes. Suas informaçoes foram valiosas. Gratíssima

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Yam e uma ótima viagem a vocês!

      Excluir
  4. Será que é mta falta de educação perguntar qto vc gastou mais ou menos por dia? Pretendo fazer a viagem em novembro e será nossa primeira viagem ao exterior. Estamos c medo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Joyce, dá uma olhada na última parte desta sequência de relatos do México, os custos estão todos lá, detalhados em uma planilha.

      Excluir