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Palenque, a Cidade Maia Engolida Pela Selva

ATRAÇÕES DE CHIAPAS | Viagem ao México - Parte 6


Partindo de San Cristóbal de Las Casas, nos embrenhamos ainda mais pelas estradas da selva montanhosa do Estado de Chiapas, com destino às ruínas de Palenque, uma das mais importantes cidades maias do México pré-hispânico. Apesar deste trecho ter se limitado a pouco mais de 200 km, foi um longo dia ao volante, percorrendo estradas sinuosas e repletas de vilarejos à beira do caminho, cujos habitantes têm por hábito encher a estrada de lombadas clandestinas, localmente conhecidas como “topes”. E por ignorarem qualquer padrão construtivo, muitos desses obstáculos mais pareciam vigas no meio da estrada, capazes de destruir o carro se transpostos em alta velocidade.  Somando-se a isso duas paradas para revistas em barreiras do exército mexicano, acabamos ocupando boa parte daquele dia na estrada. Mas entre uma lombada e outra, dois lugares ainda mereceram escalas adicionais: o Parque Água Azul e a Cascata Misol-ha.


Foto 096 – Primeiramente, com vocês, o destino do dia: a antiga cidade de Palenque, abandonada pelos Maias bem antes da chegada dos espanhóis. Quando foi redescoberta, estava totalmente tomada pela densa vegetação da selva de Chiapas e soterrada por sedimentos acumulados durante séculos de abandono. 

Foto 097 – Mas antes de Palenque, nos desviamos brevemente do caminho para conhecer um ponto de rara beleza na região: o Parque Nacional Água Azul, nome dado a este recanto das corredeiras do rio Tulijá. 

Foto 098 – O que torna o lugar tão impressionante é a cor incrivelmente azul do rio, devido à composição mineral encontrada em sua água. 

Foto 099 – E para completar a pintura, as pedras das corredeiras têm essa cor amarelada, que juntamente com o azul das águas, dão à cena um contraste todo especial.

Foto 100 – Para uma melhor apreciação do visual, pequenos mirantes foram construídos em diversos pontos ao longo das corredeiras.

Foto 101– Depois de contemplar a vista e tomar um bom banho nessas águas azuis, já estávamos novamente prontos para encarar mais alguns “topes” pelo caminho.

Foto 102 – A segunda escala da viagem para Palenque foi nesta cascata com 30 metros de queda d´água, conhecida como Misol-ha

Foto 103 – Tal como a atração anterior, o local é um ponto turístico de fácil acesso a partir da estrada para Palenque. Não estávamos exatamente sozinhos (longe disso, por sinal), mas um delicioso clima de tranquilidade ainda pairava no ar.

Foto 104 – Alguém aí está com pressa?

Foto 105 – Certo, mas a tarde já ia adiantada e ainda precisávamos chegar ao povoado de Palenque, ponto base para visitação das ruínas de mesmo nome. Felizmente tínhamos nosso próprio veículo, de modo que não precisamos recorrer ao transporte público local.

Foto 106 – Já na manhã seguinte, iniciamos nossa visita às ruínas de Palenque, que já foi um importante centro cerimonial maia. 

Foto 107 – Bem à entrada do sítio, destaca-se o Templo das Inscrições, assim chamado devido à descoberta, em seu interior, de grandes painéis de hieróglifos maias que descrevem em detalhes os principais acontecimentos históricos da cidade ao longo de 180 anos.  

Foto 108 – Em 1952, um explorador que trabalhava em uma sala nos fundos do Templo das Inscrições deparou-se com uma passagem secreta, até então oculta por uma grande quantidade de pedras. Ao desobstruir a passagem, ele encontrou uma longa escadaria que conduzia até as profundezas do templo, onde uma das maiores descobertas da Mesoamérica acabou revelada: a tumba de Pakal, famoso governante maia que, no século VII, com apenas 12 anos de idade, assumiu o comando de Palenque e acabou conduzindo a cidade ao seu apogeu. 

Foto 109 – A tumba não é mais aberta à visitação, mas um museu junto às ruínas de Palenque exibe esta réplica em tamanho real do sarcófago de Pakal.

Foto 110 – Vista a partir do topo do de uma das pirâmides. Aquele é o Templo do Sol, construído pelo filho de Pakal. Hieróglifos encontrados no interior da edificação mostram ele assumindo o poder no ano de 690, após a morte do pai. 

Foto 111 – De todas as ruínas em território mexicano, Palenque é uma das que mais impressionam, não apenas por causa da sua imponente arquitetura cercada pela selva, mas também pela riqueza histórica por trás dos hieróglifos aqui descobertos. Estes escritos, que datam de muitos séculos antes da invasão europeia, revelaram toda uma trajetória de reinados e conflitos, lançando luz sobre as origens da civilização maia

 Foto 112 – Mas apesar da riqueza de detalhes históricos revelados pelos hieróglifos maias, Palenque permanece cercada por mistérios. Atualmente, o sítio arqueológico escavado se estende por 2,5 km², mas estima-se que a maior parte da cidade original permaneça oculta pela mesma selva que a engoliu séculos atrás. 

Foto 113 – E assim terminava nossa visita a um dos mais importantes sítios arqueológicos do México. Acabamos saindo por um ponto bem distante da entrada principal, o que me obrigou a voltar pela estrada em busca do carro. Felizmente descolei uma carona de volta ao estacionamento, o que me poupou de uma extenuante caminhada ladeira acima, debaixo de um sol escaldante de meio-dia.  






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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

9 comentários :

  1. Ruínas de Palenque - resumo: sol de matar, umidade amazônica, macacos gritões e o mais belo sítio arqueológico maia por nós visitado (minha singela opinião)

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  2. Foto 104: Salto Ventoso mexicano

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    1. Tirando o volume de água, realmente, lembra bastante.

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  3. Oi, Robson. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie - Boia Paulista

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  4. Robson, tudo bem? seu post está me ajudando muito a planejar minha viagem pelo México. Neste dia, que sai de San Cristobal para Palenque, não dá para fazer as ruínas no mesmo dia? Onde vocês pernoitaram?

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    1. Impossível não deve ser, mas ficaria muito corrido, além do que teria que madrugar na partida de San Cristóbal. Eu não recomendo, principalmente porque a estrada naquela região não permite velocidades muito grandes, enfim, talvez não seja muito proveitoso, não daria para apreciar esse trecho da viagem. Nós pernoitamos na cidade que fica junto ao sítio de Palenque.

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  5. Oi Robson, bom dia! Td bem? Parabéns pelo blog.. os relatos são sensacionais e as fotos nem se fala! Já peguei mil dicas aqui quando fui pra Bolivia e agora to fazendo o mesmo com o Mexico! Rs
    Eu e meu marido vamos pra lá em janeiro, vamos rodar de carro tb.. E eu gostaria MUITO de incluir chiapas no meu roteiro.. principalmente por conta de Palenque e de San Cristobal.. Mas eu li no trip advisor uns relatos um pouco assustadores sobre as estradas no estado de chiapas.. Dizendo que grupos cercam os carros e exigem altos valores para nao quebrar os vidros.. dentre outras coisas.. O que voces acharam sobre a segurança em Chiapas? Porque assim.. eu moro no Rio de Janeiro e isso aqui é zona de guerra.. Mas pelo menos eu sei onde entrar e onde evitar ne.. Rs Abraços, Barbara!

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    1. Oi Barbara. Eu,quando estava planejando a viagem fui muito alarmado pelo guia de viagens que estava lendo, principalmente a parte da Cidade do México. De fato o México não é nenhuma Dinamarca, mas acho um pouco de exagero deixar de fazer esse percurso por causa de algumas opiniões negativas que estão longe de ser unanimes. Lembro de ocasiões onde pessoas tentavam arrecadar uns trocados em pedagios informais, num paralelo com nossos flanelinhas, mas era muito eventual e nada que fizesse eu me sentir ameaçado. Em suma, em minha opinião, nao deixe de ir por causa desses comentários. Se fosse assim absolutamente nenhum estrangeiro visitaria o Rio, já que as ocorrências por aí, como vc bem observou, tem sido muito piores.

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    2. Oi Barbara. Eu,quando estava planejando a viagem fui muito alarmado pelo guia de viagens que estava lendo, principalmente a parte da Cidade do México. De fato o México não é nenhuma Dinamarca, mas acho um pouco de exagero deixar de fazer esse percurso por causa de algumas opiniões negativas que estão longe de ser unanimes. Lembro de ocasiões onde pessoas tentavam arrecadar uns trocados em pedagios informais, num paralelo com nossos flanelinhas, mas era muito eventual e nada que fizesse eu me sentir ameaçado. Em suma, em minha opinião, nao deixe de ir por causa desses comentários. Se fosse assim absolutamente nenhum estrangeiro visitaria o Rio, já que as ocorrências por aí, como vc bem observou, tem sido muito piores.

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