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São Francisco, Parque das Cachoeiras e Cambará do Sul

UMA VIAGEM DE MOTO AOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA – Parte 2

Esta é a continuação da parte anterior: Gramado, Canela e Três Coroas

Apesar de meus planos iniciais de viagem terem previsto um pernoite na cidade de Canela, acabei seguindo direto para São Francisco de Paula, outra cidadezinha modesta, mas com um belo pedaço de natureza em seus domínios. Um bom exemplo é o Parque das Cachoeiras, local onde acampei naquela primeira noite. Chegando a São Francisco, antes mesmo de procurar o Parque tratei de abastecer a moto. Na verdade, creio no tanque ainda havia gasolina para uns bons 50 km, mas naquelas redondezas os recursos aparentemente já começavam a rarear, incluindo-se aí os postos de combustível. Enchi portanto o tanque até o talo, pedi informações sobre a localização do camping e, seguindo as orientações de um frentista de boné encardido, me embrenhei em uma estradinha deplorável morro acima até que encontrei o tal parque, onde fui recebido pelo zelador. O lugarzinho era bem agradável e não havia mais ninguém à vista. Montei acampamento e ainda aproveitei o final do dia para conhecer uma primeira cachoeira.




Na manhã do dia seguinte, tive que enfrentar novamente a mesma estradinha ingrata de acesso ao parque para conseguir tomar café da manhã. Acontece que o zelador tinha saído bem cedo para a lida e, a não ser que eu quisesse pastar, não havia no camping nenhuma outra opção de alimentação. Já de volta, com o estômago forrado, criei ânimo para explorar as outras cachoeiras do parque, uma mais bonita que a outra. Fazia calor e o cenário era convidativo para um banho naqueles chuveiros gigantes.

O resto da manhã foi dispensada para conhecer as outras cachoeiras do parque. Infelizmente em algumas não cheguei a ir, já que requeriam horas de caminhada por trilhas embrenhadas no mato e eu tinha planejado seguir ainda naquele dia até Cambará do Sul, a cidade dos cânions.



Cânion Fortaleza – a primeira tentativa


À exemplo da vizinha São Francisco de Paula, Cambará do Sul também é uma cidadezinha ainda bastante acanhada, apesar da sua vizinhança com o Parque Nacional dos Aparados da Serra e os cânions Fortaleza e Itaimbezinho. A cidade serve de base para a visitação desses dois monumentos naturais, localizados a cerca de 20 km do centro. Cheguei à cidade no início da tarde e fui logo me informar sobre a localização dos cânions. Ambos estão localizados em áreas controladas pelo Ibama, com horários pré-definidos para visitação. Sendo assim, eu só tinha até às 18 horas para permanecer lá dentro, já que não era permitido acampar no local. 


A primeira visita foi no cânion Fortaleza. Obviamente fui proibido de chegar até a beira do precipício com a moto, por isso tive que deixá-la em um mini estacionamento, a cerca de dois quilômetros do mirante principal. Logo no início da caminhada, percebi que um forte nevoeiro começava a tomar conta de tudo e num intervalo de poucos minutos eu não enxergava absolutamente mais nada. Parece mentira, mas a visibilidade limitava-se a míseros cinco metros, de modo que fiquei até com receio de me perder pela trilha. O fenômeno, bastante comum no local, é conhecido como “viração” e ocorre devido à proximidade da serra com o mar e também às diferenças de pressão entre as planícies litorâneas e os Campos de Cima da Serra.


Cheguei ao topo do cânion e fiquei sentado na esperança de conseguir alguma visibilidade, para que fosse possível enxergar os paredões de pedra de 600 metros de altura. Em certo momento, uma rajada de vento limpou um pouco o nevoeiro e, por cerca de 20 segundos, tive uma visão parcial dos paredões gigantes. E foi só isso. Tive que encerrar minha visita naquele dia devido à proximidade do horário de fechamento do parque, já fazendo planos para retornar no dia seguinte bem cedo, quando a chance de uma boa visibilidade é maior. 


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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

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