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Cânion Fortaleza e Itaimbezinho

UMA VIAGEM DE MOTO AOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA – Parte 3

Esta é a continuação da parte anterior: São Francisco de Paula e Cambará


Para não ter que enfrentar duas vezes a precária estrada que liga o centro de Cambará do Sul ao cânion Fortaleza, tratei de arranjar um local no meio do caminho para passar a noite. Acabei encontrando uma casinha de madeira onde o proprietário alugava quartos para turistas. Naquela noite abri mão da barraca e no dia seguinte ainda faturei um belo café da manhã que me sustentou até o meio da tarde, quando consegui parar para comer alguma coisa. 





Cânion Fortaleza – a segunda tentativa


Retornei ao mesmo mirante do dia anterior e desta vez fui agraciado com um tempo impecável, céu azul e visibilidade total, sendo possível enxergar até o litoral lá de cima. O visual deslumbrante e o som do vento batendo nas rochas ao longe, somado ao barulho de cachoeiras que despencavam do alto dos cânions traziam uma sensação muito agradável, convidando a pessoa a permanecer ali durante horas, contemplando o espetáculo da natureza.






Dentro do mesmo parque, uma outra trilha levava até a intrigante “pedra do segredo”, assim conhecida por equilibrar todo seu peso em uma pequena base de algumas dezenas de centímetros quadrados de área. A impressão que se tem é que a pedra de cerca de cinco metros de altura poderá rolar encosta abaixo com um simples empurrão, o que não se confirmou, já que a escalei até o topo e ali permaneci por um bom tempo, tamanha a sensação de paz que o som do vento naquele cenário deslumbrante e de completo isolamento proporcionava. Apesar da beleza estonteante, a trilha que leva até a pedra é um tanto árdua, talvez por isso não houvesse mais ninguém à vista. Definitivamente, o lugar é bem próprio para aqueles que desejam um momento de sossego para meditarem sobre sua própria existência, ou sobre o sentido da vida, ou ainda sobre outras questões desta natureza. Se não encontrarem as respostas para suas perguntas sentados sobre a pedra do segredo, acho que em nenhum outro lugar elas poderão ser encontradas.





Cânion Itaimbezinho


Voltando para buscar a moto, sem nem almoçar, segui para o parque dos aparados da serra, para conferir o cânion do Itaimbezinho. Dali em diante, meu roteiro pelos próximos 200 km, fora trechos esporádicos de asfalto, seria todo percorrido em estradas de terra. Algumas delas até encontravam-se em boas condições, onde a moto atingia facilmente os 100 km/h. Já outras, mais se assemelhavam a leitos secos de rios, tamanha a quantidade de pedras na via, onde eu não podia passar dos 20 km/h se não quisesse moer os pneus até o bagaço e ficar na estrada. Aliás, resolvi contar com a sorte e acabei não levando nenhum kit de reparo para possíveis furos nos pneus. Por conta disso, passei a viagem inteira na torcida para que eles não furassem, principalmente naquelas estradinhas perdidas no meio do mato, ou em imensos campos, onde muitas vezes rodava horas sem encontrar nada além de bois, vacas, porcos, galinhas e outros representantes menos domesticados da fauna local.        


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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

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