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Viagem de Moto aos Campos de Cima da Serra


UMA VIAGEM DE MOTO AOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA – Parte 1



No verão de 2007, durante uma de minhas idas de moto de São Leopoldo/RS à Florianópolis para visitar a família, tive a ideia de tomar um caminho diferente do trajeto tradicional via BR 101. O plano consistia em aproveitar o deslocamento entre as duas cidades para conhecer a região dos Campos de Cima da Serra e seus os famosos cânions que separam os Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Foram cinco dias percorrendo estradas secundárias de terra com uma Yamaha XT 225, atravessando cidadezinhas do interior e conhecendo lugares abençoados com lindas paisagens. Lembro que os preparativos foram bastante simples. Basicamente tudo que fiz foi arranjar um bom mapa rodoviário, acomodar uma barraca e uma máquina fotográfica na moto e pegar a estrada.



Saí de São Leopoldo - região metropolitana de Porto Alegre, numa quarta feira, dia 31 de janeiro por volta das oito da manhã em direção a cidade de Três Coroas/RS. Pretendia visitar um templo Budista, construído no topo de uma colina em uma parte retirada da cidade. Logo na entrada da área de visitação, existia um vídeo explicativo destinado aos visitantes, contando a história do templo e como ele havia sido construído segundo o desejo de um velho mestre budista nascido no Nepal. As construções chamam atenção não tanto pela grandiosidade, mas principalmente pela beleza e riqueza dos detalhes e pinturas em cores vibrantes. Com poucas pessoas no local, a sensação de paz era bastante propícia à prática da prática budista de meditação ou então, à parada de descanso de um viajante curioso.




Rápida passagem por Gramado


Rodando em boas estradas, deixei o município de Três Coroas para trás e segui até Gramado/RS, já iniciando a subida da Serra Gaúcha. Na ocasião, julguei que a sorte não estava do meu lado, pois perto da chegada da cidade pude perceber alguns pingos de chuva na viseira do capacete. Neste panorama um tanto desanimador, comecei a me conformar com a possibilidade de passar a conviver intimamente com dois elementos comumente presentes nas viagens de moto: água e a lama. No entanto, como veremos a seguir, este meu receio acabou não se justificando. 


Quem conhece Gramado, sabe como a cidade é atraente e convidativa a um passeio preguiçoso por suas ruas cheias de fachadas peculiares e praças floridas. 



Canela e o Parque do Caracol


Logo após fica Canela, outra cidadezinha de ares bem agradáveis. Apesar de menos famosa que sua “irmã” Gramado, ela ainda conta com atrações bastante conhecidas e requisitadas, como o Parque do Caracol e sua imponente cascata de 130 metros de queda d’água. É possível descer até a base dessa cascata, graças a uma escadaria metálica de 927 degraus que serpenteia por dentro no mato pirambeira abaixo. A medida que eu ia descendo, cheguei a cruzar por alguns turistas já no caminho de volta - alguns cansados, outros exaustos e outros que pareciam à beira de um ataque. Eu mesmo, que não era nenhum atleta, suei um bocado para conseguir vencer aquela escadaria da perdição. Mas como prêmio pelo treino aeróbico, é possível chegar bem perto da belíssima Cascata do Caracol. 



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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

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