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Peniche e Óbidos: Portugal nos Arredores de Lisboa



QUINZENA LUSO-GERMÂNICA – Parte 3


Ora pois! Vindos da Alemanha a caminho do Brasil, eis que pousamos em Lisboa no início de uma ensolarada tarde de verão europeu, abrindo com chave de ouro aquela semana de stop over em Portugal. Ainda no aeroporto alugamos um carro e pegamos a estrada em direção ao norte, mais especificamente, rumo a Peniche, uma cidade com pouco menos de 30 mil habitantes localizada em uma península que se projeta sobre o Oceano Atlântico. Com ares de cidade portuária, Peniche tem lá sua importância histórica e um centro antigo bem simpático, mas acabamos nos atendo mais à belíssima costa desta cidade banhada de mar por (quase) todos os lados.

 Foto 049 - Enormes falésias calcárias dominam a cena ao longo da costa de Peniche. Além disso, suas extensas praias de norte a sul abrigam alguns dos melhores points para surfe da Europa. Rapaz, que pena eu ter esquecido minha prancha...



Roteiros pelo Norte da Alemanha


QUINZENA LUSO-GERMÂNICA – Parte 2

Lá estávamos nós em Hanover, numa semana bem tranquila, ocupada por passeios na cidade e umas compras eventuais - nada muito supérfluo, diga-se de passagem. Nesse sentido, por sinal, lembro de ter saído do Brasil com um único par de tênis em frangalhos, que acabou sendo deixado em uma lata de lixo já na porta da loja onde comprei seu substituto. Com os pés mais felizes e uma boa dose de tempo livre, Alexia e eu aproveitamos então para explorar um pouco além dos limites de Hanover, basicamente passeios de um dia por alguns lugares bem interessantes na metade norte do país.

Circular pela Alemanha é bastante fácil e agradável, seja de carro, pelas excelentes Autobahn - as estradas tapete sem limite regulamentado de velocidade ou então de trem, valendo-se do eficiente sistema ferroviário alemão. Então, para tirar o melhor proveito disso tudo, a pedida era sair para conhecer lugares como Celle, Lübeck e Goslar, cidades de história milenar e que não tiveram sua identidade original apagada pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

Foto 026 – Em uma manhã cinzenta chegamos de carro a Celle, uma cidade de porte médio, com pouco mais de 70.000 habitantes.



Hanover e Hamburgo – Recolocando os Pés na Alemanha


QUINZENA LUSO-GERMÂNICA – Parte 1

O mês de julho de 2012 chegara trazendo consigo os preparativos para uma escapada de 15 dias à Europa. Nada de extravagante desta vez, um passeio bem mais comportado no quesito aventuras e indiadas, já que o objetivo primário da viagem seria visitar familiares residentes na Alemanha. Durante a primeira semana, enquanto hospedados em Hanover, ainda aproveitamos para passear por mais algumas cidades das redondezas. Passados os primeiros sete dias da viagem, iniciávamos o retorno ao Brasil com a companhia portuguesa TAP.

Mas esperem, aquele não era um retorno qualquer: um conveniente stop over de uma semana em Lisboa ainda estava por vir. A partir da capital portuguesa e com toda a liberdade que um carro próprio (alugado) poderia oferecer, acabamos tendo um belo aperitivo de Portugal, passando por algumas das principais cidades da parte central e do norte do país.

Neste relato intitulado Quinzena luso-germânica, o resumo do que vimos durante aquelas duas semanas.




No Topo do Monte Roraima: um Trekking ao Mundo Perdido

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 8 (final)


28/05/2012 - Aquela viagem de “descobrimento” da região amazônica já se aproximava do fim. Um mês inteiro se passara desde que eu tinha partido do Rio Grande do Sul e pousado em Belém para iniciar uma pequena jornada em terras distantes, uma aventura por cidades, estradas, florestas e rios do norte do Brasil. E depois de ingressar em território venezuelano para uma visita ao Salto Angel, permaneci ainda uma última semana na Venezuela, para então fechar a viagem com chave de ouro em um trekking de seis dias até o topo do Monte Roraima, a extraordinária fortaleza de 2.810 metros de altitude localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.



Salto Angel - Encontrando a Maior Cachoeira do Mundo na Venezuela

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 7


Na manhã de 21/05/12 cheguei a Boa Vista, depois de uma viagem noturna de ônibus a partir de Manaus. Eu não tinha grandes pretensões para a capital de Roraima, que figurava apenas como uma escala no meu caminho para a Venezuela, rumo ao Salto Angel, a cachoeira mais alta do mundo com seus quase mil metros de queda d’água. Chegar até esta maravilha da natureza, embrenhada na selva venezuelana, prometia não ser tarefa das mais fáceis, mas o fato de eu já estar ali no topo do Brasil contribuía em muito para torná-la mais acessível, ou melhor, muito mais próxima da minha realidade.


 


Manaus: da Metrópole à Selva Amazônica


VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 6


Minha despedida do Pará foi marcada por um generoso “chá de banco” no acanhado aeroporto de Santarém, enquanto esperava por um voo que decolaria no meio da madrugada para Manaus. Ainda com sono atrasado da noite anterior, depois de jantar um P.F. de pirarucu acompanhado por uma tigela de açaí, deitei nas cadeiras do terminal e consegui dormir algumas horas antes do momento de embarcar.

Por causa daquele horário obsceno de chegada em Manaus, eu tinha tomado a precaução de deixar previamente agendado um transporte que me levasse sem demora até a cama mais próxima, já no centro histórico da cidade. Graças a isso, eu ainda pude contar com valiosas horas de sono antes de iniciar um dia de passeios pelos principais pontos turísticos de Manaus, tais como o Teatro Amazonas, o encontro das águas, o Mercado Municipal, o Porto de Manaus e a Praia da Ponta Negra.

Mas não só de atrações urbanas vive o turismo de Manaus, já que a cidade serve de base para uma atividade muito apreciada especialmente pelos gringos mundo afora. São os famosos “jungle tours”, os passeios na selva onde o visitante tem a oportunidade de interagir com a floresta, se hospedando em instalações construídas em meio à mata, instalações que vão desde cabanas simples e rústicas (como aquelas onde passei três noites) até verdadeiros hotéis na selva, alguns inclusive, um tanto quanto luxuosos.




Santarém, Alter do Chão e os Encantos do Tapajós

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 5


Três dias depois de zarpar de Belém, o barco Nélio Correa finalmente atracou em Santarém no início da noite de 11/05/12. Era hora de desamarrar a rede do convés, botar a mochila nas costas e voltar à terra firme. O clima estava muito agradável e havia bastante gente pelas ruas, relaxando e aproveitando a brisa fresca à beira do cristalino Rio Tapajós, que nesse ponto junta-se às águas marrons do Amazonas, formando o fenômeno do “encontro das águas” bem em frente à cidade.

Além da cidade de Santarém, uma das mais antigas e significativas da região amazônica, meus planos por aqui incluíam também uma visita às comunidades ribeirinhas na Floresta Nacional do Tapajós, assim como Alter do Chão, eventualmente conhecida como "Caribe brasileiro", ou ainda, “a praia de água doce mais bonita do mundo” como já chegou a afirmar um jornal britânico. 

 


Três Dias de Barco pelo Rio Amazonas

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 4


Desde a época em que eu ainda rascunhava os primeiros planos para esta viagem à região norte do Brasil, a ideia de navegar pelo Rio Amazonas já constava no topo das prioridades. Mas como era de se esperar, arranjar aquela viagem de barco de Belém a Santarém não foi tão simples e prático como, por exemplo, reservar e comprar uma passagem aérea.

No fim da manhã de 08/05/2012, logo após retornar da Ilha de Marajó, peguei um ônibus até o lugar de onde meu barco sairia no início da noite, um porto acanhado já na periferia de Belém. Depois de realizar uma espécie de check-in, fui autorizado a ir a bordo para deixar minha mochila e também para amarrar com antecedência minha rede no convés, procurando escolher um bom lugar para aquele que seria meu leito nas próximas três noites. Feito isso, retornei ao centro da cidade para aproveitar as horas que ainda faltavam até que os estivadores concluíssem o carregamento do barco, coisa que só foi acabar às 23h, cerca de cinco horas após a previsão inicial da nossa partida.



Desembarcando na Ilha do Marajó

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 3


A Ilha de Marajó é o maior pedaço de terra do mundo banhado simultaneamente por águas marítimas e fluviais. Ao longo da sua vastidão, mantém exuberantes riquezas naturais, além de ter sido berço da peculiar cultura marajoara, que se destacou, entre outras particularidades, por possuir a mais bela cerâmica dentre as já produzidas por povos indígenas em solo brasileiro. Para quem viaja à Amazônia, a Ilha de Marajó torna-se um passeio bastante viável a partir de Belém, de onde saem barcos regulares rumo ao porto de Camará, acessível após três horas de navegação pelo rio Amazonas, a partir da capital paraense.

Então, no dia 05/05/12, caí da cama às cinco da manhã para tomar um táxi até o porto de onde partiria o navio das 06:30 para o Marajó. Cheguei a tempo de comprar a passagem, juntamente com uma deliciosa tapioca “pra viagem”, que acabei devorando antes mesmo de ir a bordo



Algodoal, a Natureza Bucólica do Litoral do Pará

VIAGEM À AMAZÔNIA – Parte 2


O Estado do Pará, apesar de ser a principal porta de entrada para os viajantes que ingressam no norte do Brasil ávidos por um contato com a floresta Amazônica, tem muito mais a oferecer aos seus visitantes além da selva que a maioria espera encontrar. Consciente disso, depois de conhecer a capital Belém, reservei alguns dias para ir a Algodoal, uma bucólica ilha do litoral paraense nas proximidades da foz do Rio Amazonas, recanto de cenários que incluem praias desertas, dunas de areias brancas e lagos de água doce, tudo em meio a mais absoluta tranquilidade, ou dependendo das circunstâncias, ao total isolamento.