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O Museu Nacional de Antropologia do México

UMA AULA DE HISTÓRIA E CULTURA EM UM DOS MELHORES MUSEUS DO MUNDO |   Viagem ao México, parte 02 


Logo na manhã seguinte à nossa chegada na Cidade do México fomos visitar o Museo Nacional de Antropologia, que é considerado um dos melhores museus do mundo. Por causa disso, ele é sempre apontado pelos guias de viagem como sendo um dos pontos altos de qualquer visita à capital do México, seja você um aficionado por história ou mero curioso. Portanto, mesmo aqueles que vêm ao país em busca de praias, margaritas, mariachis e outras atrações turísticas mais carimbadas, acabam descobrindo no Museu de Antropologia um lugar muito interessante. Uma vez lá dentro, o visitante é posto em contato estreito com a cultura do México e descobre que é capaz de passar facilmente boas horas admirando toda a riqueza do seu acervo. 

Foto 025 - “Cabeça Colossal”, obra da cultura Olmeca, 1.200 – 400 A.C.

Foto 026 - Na entrada do Museu de Antropologia, localizado no Passeo de la Reforma em frente aos jardins de Chapultepec, zona nobre da Cidade do México. 

Foto 027 - A edificação que abriga o museu é uma obra de arquitetura moderna: amplo, grandioso e belo. O complexo é formado por um pátio interno, rodeado por 23 halls de exibição permanente, distribuídas ao longo de dois andares. 

Foto 028 - No andar térreo estão as salas de arqueologia, com exposições dedicadas aos artefatos das civilizações pré-hispânicas, que apresentam toda a riqueza cultural dos diversos povos que habitaram a região da Mesoamérica. 

Foto 029 – Já o andar de cima é dedicado a exposições etnográficas, onde milhares de peças documentam o modo de vida atual dos povos indígenas mexicanos: costumes, tradições e rituais.  

Foto 030 - Toda a cobertura do pátio do museu é suportada por um só pilar, esta grande estrutura conhecida como “guarda-chuva”, do qual cai uma cascata artificial.

Foto 031 - O Museu de Antropologia apresenta uma vasta coleção permanente dedicada à história da origem do homem na América e as distintas culturas que floresceram no território mexicano.

Foto 032 - Em posição de destaque no segundo andar do museu, este mapa do México ilustra a ocupação do território atual do país por diferentes civilizações ao longo dos séculos.

Foto 033 - Civilizações estas que dominaram a região até a chegada dos espanhóis no século XVII.

Foto 034 - E que deixaram vários tipos de registros, como os códices astecas, livros manuscritos com caracteres pictográficos. 

Foto 035 - Estes escritos antigos constituem algumas das melhores fontes de informação sobre a cultura Asteca. São desenhos que parecem retratar ações do dia-a-dia, mas apresentam-se de forma bastante enigmática. 

Foto 036 - O Museu de Antropologia acolhe itens provenientes de várias partes do território mexicano, como por exemplo, a máscara mortuária do rei Pakal, uma verdadeira obra de arte elaborada com mosaicos de pedra de Jade, proveniente da cidade Maia de Palenque.

Foto 037 - Aliás, hoje se sabe que os cultos e ritos funerários tiveram um papel fundamental dentro da religião Maia.

Foto 038 - As exposições do Museu Nacional de Antropologia são organizadas de maneira cronológica, ao longo das suas diversas salas, de tal forma que o visitante consegue perceber como as culturas foram se modificando ao longo do tempo. 

Foto 039 - Percorrendo estas salas, entre uma máscara aqui e uma miniatura ali, por vezes somos surpreendidos com monumentos grandiosos, como essa estátua de um guerreiro Tolteca, com quase 5 metros de altura.

Foto 040 - Talhadas em blocos de basalto com mais de dois metros de altura, as “Cabeças Colossais”, como são conhecidos esses monumentos da cultura Olmeca também se destacam pela grandiosidade.  

Foto 041 - Nossa visita já durava algumas horas quando chegamos a um local de destaque, onde está  depositada a mais importante peça do Museu de Antropologia: o calendário Asteca, também conhecido como “pedra do sol”. 

Foto 042 - Este imenso disco de pedra de 3,5 metros de diâmetro e quase 1 metro de espessura tem muitas semelhanças com o calendário maia. Foi descoberta em 1790 durante as obras de construção da Cidade do México, bem no local onde está hoje a praça central, onde uma vez existiu o Templo Mayor do Império Asteca.

Foto 043 - Descoberta sob as mesmas circunstâncias, a Pedra de Tizoc era utilizada em rituais de sacrifício humano. 

Foto 044 – Até hoje, diversas escavações arqueológicas prosseguem recuperando objetos de grande valor em diferentes zonas do país, incrementando ainda mais a riqueza do museu.

Foto 045 - A partir de 1964, quando foi inaugurado, o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México passou a constituir um espaço de contemplação e aprendizado para toda nação e seus milhares de visitantes de todo o mundo. Naquela ocasião, o então presidente Adolfo Lopez expressou a importância do monumento com as seguintes palavras:

 “O povo mexicano ergue este monumento em honra às admiráveis culturas que floresceram durante a era pré-colombiana, em regiões que agora pertencem ao território da república. Diante dos testemunhos daquelas culturas, o México de hoje rende homenagem ao México indígena, em cujo exemplo reconhece características essenciais de sua originalidade nacional”.



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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

4 comentários :

  1. Parabéns pelo excelente relato!!! O México é um país fascinante! Ano passado visitei Cancun, Playa Del Carmen, Tulum, Akumal, Cozumel e Chichén Itzá. Não vejo a hora de retornar ao México e visitar esse museu e outras cidades!!! Estou ansioso pelas próximas partes!

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    1. É mesmo Raphael. Da próxima vez que voltar, não deixe de visitar as outras regiões do México, separando algumas horas para percorrer este excelente museu na capital do país. Ando demorando mais do que gostaria para publicar as últimas partes, mas não deixe de inscrever seu email para ser avisado nas próximas publicações. Abraço e volte sempre!

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  2. Robson, os seus relatos nos fazem viajar, excelentes!!! Neusa

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    1. Obrigado Neusa, seu comentário me deixa bem contente, pois esse é exatamente meu objetivo aqui no blog.

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