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Surpreendente Bolivia - O Salar de Uyuni

ILHA DE CACTUS CERCADA POR UM DESERTO DE SAL: Viagem à Bolivia – parte 7


Depois de quase uma semana explorando os arredores de La Paz, tinha chegado a hora de deixar para trás a vibrante capital boliviana. Assim sendo, em 19/08/2010 embarcamos em um ônibus que durante toda a noite viajaria por precárias estradas até a pequena cidade de Uyuni, um vilarejo com ares de velho oeste, isolado no altiplano andino e ponto de partida para uma excursão de 3 dias pelas regiões mais inóspitas do país. Rumávamos ao Salar de Uyuni um dos mais belos e surpreendentes destinos turísticos da Bolívia.

excursão ao salar de uyuni
Foto 147 – O Salar de Uyuni é um daqueles lugares únicos no planeta. Maior planície de sal do mundo com 10.000 km² de área, fica no altiplano andino a 3.650m de altitude. Em tempos pré-históricos, toda a área era parte de um gigantesco lago que um dia acabou secando, deixando como rastro este grande deserto salgado que chega a ter 120 metros de espessura em alguns pontos.

cemitério de trens
Foto 148 – Logo no início da excursão, a 3 km de Uyuni, chegamos ao cemitério de trens, um aglomerado de velhas locomotivas abandonadas a céu aberto.

Foto 149 – No passado, o vilarejo de Uyuni serviu como entroncamento para linhas de trem de carga que seguiam a caminho dos portos da costa do oceano Pacífico.

cemitério de trens na bolívia
Foto 150 – As linhas férreas foram construídas no fim do século 19 para atender o escoamento da produção de empresas de mineração. 

cemitério de trens em uyuni
Foto 151 – A partir da década de 40, com o declínio e falência dessas empresas, muitos dos trens acabaram abandonados por lá, criando este cemitério de máquinas no meio do nada, um cenário de pura desolação. 

passeio de 3 dias no salar de uyuni
Foto 152 – A parada seguinte ficava cerca de 20 km ao norte de Uyuni. Chegamos à vila de Colchani, já na porta de entrada do grande Salar de Uyuni. Logo de cara chamam atenção estes montes de sal que estão por todos os lados.

montes de sal
Foto 153 – Quem faz esse trabalho são os moradores locais, que tiram seu sustento a partir da extração e venda de sal. Estima-se que eles tenham à sua disposição cerca de 10 bilhões de toneladas de matéria prima, o suficiente para, digamos, uma eternidade e meia de serviço.

Foto 154 – A maior parte do que é extraído acaba vendido para empresas de refino e vai para bem longe, mas alguma coisa ainda fica por lá, sendo trocada entre vilarejos por outros produtos de subsistência, tais como carne e lã. 

caminhão velho no salar de uyuni
Foto 155 – Caminhões para recolhimento dos montes de sal.

caminhão velho em uyuni na bolívia
Foto 156 – Aliás, diga-se de passagem, pobres caminhões!

artesanato de sal
Foto 157 – Outra aplicação do sal extraído é na confecção de artesanatos que são vendidos aos turistas que visitam o salar.

blocos de sal
Foto 158 – Neste caso, o sal utilizado vem em blocos, que foram meticulosamente recortados do chão.

hotel de sal
Foto 159 – Mas a principal destinação desses blocos é servir como material para construção de hotéis de sal, como este que fica ali mesmo em Colchani.

mesa e bancos em hotel de sal
Foto 160 – E a aplicação da matéria prima não fica limitada à construção das paredes. Toda a mobília do hotel também é contemplada.

escultura de sal
Foto 161 – E se sobrar material, ainda inventam umas peças da decoração. 

bandeiras de países no salar de uyuni
Foto 162 – O Salar de Uyuni é um dos mais importantes destinos turísticos da Bolívia e recebe viajantes do mundo todo, que acabam hipnotizados por esse lugar de características únicas.

isla del pescado no salar de uyuni
Foto 163 – No meio do salar existem algumas ilhas, remanescentes das partes mais altas de antigos vulcões que estavam submersos durante a época em que toda essa área era ocupada por um grande lago. 

isla del pescado no meio do salar de uyuni
Foto 164 – A principal delas é a Isla del Pescado, que recebe esse nome por seu contorno lembrar a forma de um peixe. Fica bem no meio do Salar de Uyuni, 80 km a oeste da vila de Colchani.

muitos cactus
Foto 165 – A Isla del Pescado é tomada por cactus centenários ou até mesmo milenares.

pose no salar de uyuni
Foto 166 – E é rodeada por um “mar” branco, cuja superfície é formada por placas rígidas de sal de contornos geométricos.

Foto 167 – Os cactus gigantes da ilha crescem à taxa de 1 cm por ano e podem atingir até 12 metros de altura.

cactu gigante
Foto 168 – Fazendo uma conta rápida, concluímos então que alguns deles chegam a viver mais de mil anos.

cacto milenario
Foto 169 – Aí está a “prova dos nove”, um finado representante milenar que partiu dessa pra melhor em 2007, quando tinha 1.200 anos de idade. 

cacto
Foto 170 – Este deve ser o netinho dele, na flor da idade e no auge do vigor físico.

cactos na isla del pescado
Foto 171 – Um carro vem passando ao longe. Por ser totalmente plano e sem obstáculos, o Salar de Uyuni acaba sendo uma boa rota de deslocamento no altiplano boliviano. Exceção à regra ocorre na época das chuvas, quando grandes áreas do salar permanecem inundadas.

Foto 172 – Ficamos explorando a Isla del Pescado e admirando suas paisagens enquanto um dos guias preparava o almoço do pessoal. 

Foto 173 – Depois do almoço voltamos ao jipe e mergulhamos novamente na imensidão branca.

blocos de sal para construção de hotéis no salar
Foto 174 – Depois de mais alguns quilômetros percorridos, avistamos estes blocos de sal cuidadosamente empilhados. Tinham sido cortados do chão e aguardavam transporte. 

blocos de sal no salar de uyuni
Foto 175 – Diversos hotéis que recebem os visitantes do salar são totalmente construídos com os tais blocos de sal, nem tanto por questões de charme, mas também pela própria indisponibilidade de outros materiais de construção nesse fim de mundo. 

Foto 176 – Dois casais de franceses nos acompanhavam no jipe que percorria o salar. A foto foi tirada durante uma das paradas para esticarmos as pernas, literalmente.

percorrendo o salar de uyuni na bolívia
Foto 177 – À medida que entardecia, nosso jipe seguia viagem pela imensidão branca até chegar ao hotel de sal onde passaríamos a noite. Depois da janta, encerramos o dia jogando conversa fora com outros turistas, relativamente bem protegidos da noite gélida do deserto de sal.

Próxima parte: 
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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

7 comentários :

  1. Muito legal, gostei!

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  2. Lindo lugar, lindas fotos. Amo! Este ano vou!

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  3. Olá, qual agencia de viagem vcs fizeram o passeio? gostaram? a 2ª noite dormiram em hotel também?

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    Respostas
    1. Não tenho certeza, mas acho que o nome da agência era Colque Tours. Independente da agência, vc precisa ter sorte com o motorista, já que ele faz também o papel de guia. Na segunda noite dormimos em um refúgio perto da laguna Colorada.

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