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Cariri Paraibano e Lajedo de Pai Mateus

UMA VIAGEM DE CARRO PELO NORDESTE DO BRASIL - PARTE 02


Ainda nos arredores do município de Cabaceiras, na Paraíba, fomos conhecer um lugar bastante incomum. Estávamos dentro de uma região conhecida como Cariri paraibano, nome herdado dos povos indígenas que viveram ali há milhares de anos. Em uma área repleta de sítios arqueológicos, percorremos uma estrada de chão por cerca de 20 km até chegarmos ao “Lajedo do Pai Mateus”. O que encontramos foi um cenário surpreendente, mas pelo visto, ainda incapaz de atrair multidões de turistas. Talvez isto se deva ao fato do local estar incrustado no agreste paraibano, cujo acesso não é dos mais fáceis. Mas pensando bem, o que são alguns buracos na estrada, quando se tem a possibilidade de visitar um lugar como este?

Lajedo de Pai Mateus
Foto 026 – Este é o tipo característico de formação rochosa encontrada no Lajedo do Pai Mateus.
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Foto 027 – Olhando de longe, diversos blocos arredondados de granito podem ser vistos amontoados em cima de uma grande laje, como se tivessem sido colocadas ali pelo homem.

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Foto 028 – Esta é a entrada do sítio. O nome foi dado em homenagem a um curandeiro ermitão que viveu neste lugar no século XVIII.

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Foto 029 – Subindo pela encosta rochosa, que tem pouco mais de 1 km quadrado de área e um formato que, segundo os locais, lembra um prato de sopa invertido.

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Foto 030 – Chegando perto de cada bloco é que se tem idéia da sua grandeza.

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Foto 031 – Para a formação deste cenário, foram necessários uns bons 500 milhões de anos.

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Foto 032 – Tudo começou quando as rochas, formadas a dezenas de quilômetros de profundidade, foram lentamente sendo empurradas em direção à superfície, onde passaram a sofrer um processo de desgaste.

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Foto 033 – Inicialmente, os blocos eram retangulares ou quadrados, mas foram sendo erodidos ao longo de milhões de anos, até acabarem tomando as formas arredondadas que possuem hoje.


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Foto 034 – Em muitos locais, as rochas são cobertas por manchas de um amarelo intenso, provavelmente algum tipo de fungo.

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Foto 035 – A partir do topo do Lajedo, observa-se a vegetação da caatinga lá em baixo.

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Foto 036 – Alexia checando as condições de uma quase-cama petrificada. Como não detectei indícios de pressa, fiquei por ali tirando minhas fotos com toda a calma.


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Foto 037 – Há alguns milhares de anos, este lugar foi habitado pelos índios Cariris. Ainda hoje, várias dezenas de impressões de mãos humanas podem ser vistas nas paredes de algumas pedras.

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Foto 038 – Eu mesmo não teria achado ruim de todo morar por aqui.

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Foto 039 – A região do agreste nordestino apresenta uma beleza rústica bastante peculiar. Mas não é todo mundo que enxerga a coisa desta forma.  No quesito “gosto da galera”, o agreste e o sertão ainda perdem feio para o litoral.

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Foto 040 –Uma das coisas que gostei de fotografar por lá, foram os cactos.

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Foto 041 – Com vocês, o cacto “coroa de frade”, cuja espetada lhes asseguro ser bem dolorida.

Foto 042 – Pedra do capacete.

Foto 043 – Foi embaixo desta outra que viveu o Pai Mateus.

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Foto 044 – Esta era, portanto, a varandinha da casa do Pai Mateus. Tinha inclusive uma mesa de pedra, montada bem à frente da casa.

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Foto 045– Muito antes do Pai Mateus, os índios Cariris já tinham utilizado a pedra como abrigo. Cogita-se inclusive que o local tenha sido usado durante rituais indígenas.

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Foto 046 – Por conta disso, há quem diga sentir uma tal de "energia positiva" no ar.
estrada esburacada
Foto 047 – Já as energias negativas, costumam ser mais evidentes.
tocando a boiada pela estrada
Foto 048 – Tem boi na linha.
boi na linha
Foto 049 – “Senhores motoristas, estamos trabalhando para seu conforto: assim que eu alcançar aqueles bois e der uns safanões neles, seu caminho será prontamente liberado”.

estradas no interior nordeste do Brasil
Foto 50 – Trânsito em meia pista. A outra metade já virou lenda, presente apenas nos relatos mais nostálgicos dos anciãos do vilarejo

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Foto 051 – Trafegar por estes campos de testes de mísseis - carinhosamente apelidados de “estrada” pelos governantes, e ter apenas um protetor de carter deslocado, só pode significar que o motorista em questão é um cara de sorte, ou que tem pena do carro.

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Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

3 comentários :

  1. Bah, que lugar lindo! Altas fotos!

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  2. Graças a Deus que esse lugar é "incapaz de atrair multidões de turistas". O tal pai que morava nas ruinas devia ter as idéias meio confusas, já imaginou o calor que não batia da cachola do cara? Abs,
    NIlson

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  3. Robson Dombrosky24/10/2009 18:50

    Realmente, Nilson. Inclusive um morador de Cabaceiras nos disse ter passado por uma bela insolação lá em cima. É de cozinhar os miolos mesmo

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