Barra de menu

Serra do Rio do Rastro, Urubici e Serra do Corvo Branco

UMA VIAGEM DE MOTO AOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA – Parte 5 (final)

Esta é a continuação da parte anterior: De Cambará a São José dos Ausentes

Na etapa seguinte da viagem, deixei as terras gaúchas para trás e entrei em Santa Catarina, atravessando a fronteira por um acesso secundário, ainda em estradas de terra pelo interior do estado. Segui assim até Bom Jardim da Serra, onde parei no local do início da descida da Serra do Rio do Rastro. Com sua estrada sinuosa que desce serpenteando pela encosta do morro, constitui importante via de acesso às terras altas de Santa Catarina, como São Joaquim, a dita cidade mais fria do Brasil.


 Não cheguei a descer por esta estrada, pois segui até Urubici, subindo então ao topo do morro da Igreja, ponto mais alto de Santa Catarina e um dos mais altos do sul do Brasil, com seus 1828 metros de altitude. Lá em cima, no inverno de 1996, foi registrada a temperatura mais baixa do país. O pessoal que trabalha no destacamento da aeronáutica situado ali no cume, enfrentou naquele ano, inacreditáveis -17oC, com sensação térmica de -40oC. Estando de moto, percebe-se nitidamente a diferença de temperatura entre a cidade de Urubici e o topo do morro. Nesse sentido, foi bom mesmo fazer aquela visita no auge do verão!



Saindo do acesso ao morro da Igreja, retomei à estrada de terra em direção a Serra do Corvo Branco, por onde eu desceria até próximo ao nível do mar. No início da descida, a estrada estreita passa em meio a duas gigantescas paredes quase verticais, escavadas pelo homem, que dão um aspecto um tanto sinistro à travessia. Logo após esse trecho, há um outro, agora em em zigue-zague, com as curvas mais fechadas que já vi até hoje. Acredito que estejam limitadas a veículos de pequeno e médio porte, pois não creio que ônibus ou caminhões consigam vencer aquelas curvas, mesmo invadindo a contra-mão como fazem na estrada do Rio do Rastro.



Já na reta final da viagem, tentei seguir pelo interior do estado até bem próximo a Florianópolis, mas acabei errando o caminho e desembocando na minha velha conhecida BR-101 na altura do município de Tubarão. Sendo assim, nada mais havia a ser feito, a não ser “torcer o punho” até chegar em casa. 



E este foi o saldo da viagem: 800 km rodados no lombo da moto; escoriações leves no braço por ter despencado naquele barranco da cachoeira; uma picada de abelha no rosto devido a infeliz ter considerado que meu capacete daria uma boa toca; um par de tênis inutilizado nas caminhadas (diria até escaladas); cerca de 500 fotos batidas e 2 kg de poeira inalada nas estradinhas alternativas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agradecimento especial ao pneu por não ter furado, e a São Pedro por ter colaborado com uma bela semana de céu azul, o que resultou neste memorável passeio pelos campos de cima da serra. 

FIM.

GOSTOU DA POSTAGEM?
Clique nos botões abaixo e contribua para a valorização deste conteúdo. Obrigado pelo apoio!

DEIXE UM COMENTÁRIO!
Suas impressões e opiniões são bem vindas. Veja a política de comentários.

Sobre o Autor:
Robson Dombrosky , engenheiro, motociclista e aventureiro. Um viajante deveras curioso, que sempre percorre seus destinos munido de um bloco de notas e de uma bela câmera fotográfica.

9 comentários :

  1. Caro amigo, excelente viagem. Recentemente comprei uma moto trial e pretendo ir a montenegro curtir a paisagem. vc tem algum mapa da regiao, ou indicacao de site ? grato.

    ResponderExcluir
  2. meu e-mail... samendurance@yahoo.com.br grato, Sergio

    ResponderExcluir
  3. Robson Dombrosky30/07/2008 00:13

    Respondido!

    ResponderExcluir
  4. Amigo, é possível e prudente descer essa serra com uma Shadow e qual a distancia total percorrida, é sabido que a autonomia da Shadow é bem limitada. Espero sua ajuda e conselho e se possível responda por mdmdesimoni@hotmail.com

    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro colega, não vejo problema algum em fazer essa viagem com uma moto no estilo da Shadow, desde que você vá no ritmo dela em relação à estrada de chão, sem dirigir agressivamente. Inclusive encontrei um casal em uma Virago bem na serra do Corvo Branco, ou seja, dá pra ir na boa. Quanto à autonomia também não acho que vá ter problema algum, não me lembro de ter rodado nenhum trecho superior a 50 km sem passar por alguma cidadezinha e consequentemente, por postos de combustív

      Excluir
  5. Realmente o lugar é maravilhoso, visitei a Serra do Rio do Rastro pela primeira vez em Julho de 2015, fiquei tão encantando que criei um site para registrar minhas aventuras por lá: www.serradoriodorastro.net.br. No inverno é mito fácil ver neve nas cidades de Bom Jardim da Serra, São Joaquim e Urubici.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Henrique, estando de moto, o que a neve tem de bonito tem de sofrimento ao piloto! Mas vale a pena sempre...

      Excluir
  6. Muito legal o relato de sua viagem! Já fiz esta viagem em 2012, eu com uma Yamaha xt600, meu pai com uma Suzuki dr650, meu padrinho com uma transalp xl700 e um amigo nosso com uma xre300! Saímos de Porto Alegre RS e fomos pela RS 20 passando por Cachoerinha, Gravataí, taquara , 3 coroas , são Francisco de Paula , cambara do sul, são José dos ausentes, urubici, bom Jardim da Serra e são joaquim! Fomos no inverno e pegamos trechos das estradas de terra congelados! Mas não visitamos as cachoeiras e os cânions pois estávamos com pouco tempo fizemos esta viagem em 3 dias! Quero ir com mais calma e aproveitar como você relatou que aproveitou! Gostei da tua narrativa e humor em alguns acontecimentos! Teu texto despertou a minha vontade de visitar nova me te este local! Grande abraço e que você continue viajando e relatando aqui!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que ótimo! É isso mesmo, agora voltem no verão e relaxarem nas lindas cachoeiras da região!

      Excluir